Os altos índices de vacinação contra o novo coronavírus no estado de São Paulo permitem enxergar uma tão esperada luz no fim do túnel depois de quase dois anos de pandemia e inúmeras vidas perdidas. O setor cultural, praticamente paralizado a partir de março de 2020, vê indícios de uma retomada presencial com muitos cuidados e parcimônia.
Na capital paulista, a 17ª edição do Festival Internacional de Arte de São Paulo, SP-Arte, marca essa retomada no formato híbrido: É possível ver as obras expostas tanto presencialmente quanto de forma digital. Para visitar, além da obrigatoriedade do uso de máscara de proteção facial, pede-se comprovante de vacinação contra o novo coronavírus ou teste negativo de covid feito em até 48h antes da entrada no evento.
Em um galpão com cerca de 9 mil metros quadrados na Vila Leopoldina, o evento conta com 124 expositores, de galerias a projetos especiais, com grande foco na arte contemporânea e na nova geração de artistas. "É uma emoção grande. Reencontrar todo mundo em segurança, retomar o contato com as galerias, com os artistas. Ao mesmo tempo, é um grande desafio", relata Fernanda Feitosa, diretora e fundadora da SP-Arte.
Para Fernanda, a pandemia trouxe para o mercado uma percepção de um grande desastre no início da quarentena, em março de 2020. "Pensamos que seria maior do que o último impacto negativo, da crise de 2008, que trouxe uma queda de 30% no mercado. No começo, pensamos que o impacto seria de 40%, 50%. Acabou sendo uma grande surpresa que a queda tenha sido de 22%." Para ela, parte da explicação deste fenômeno seria a resiliência do mercado devido aos colecionadores de obras, camada muitas vezes mais abastada que demora a sentir a crise econômica.

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